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sábado, 19 de março de 2011

A Palavra de Deus

Tema da aula do dia 13/03/2011.

A palavra Bílbia deriva do grego "Bíblion" que quer dizer "Livros". Dentro dela não se encontra a palavra Bíblia, mas sim "Escrituras" (João 5.39 "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;" Timóteo 3.16 "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;"), pois era o único termo empregado para ela.

No século IV de nossa era, a expressão Bíblia foi introduzida pelo Pastor Crisóstomos da Igreja de Antioquia.

A Bíblia possui características e finalidades diferentes de qualquer outro livro, pois ela é a Palavra de Deus, a qual expressa a obra de redenção do homem em Jesus Cristo. seus propósitos maiores são o de orientar e guiar a humanidade.

A Bíblia quanto a sua natureza é um livro divino, pois fala de um passado glorioso, um presente de certeza e um futuro maravilhoso. Seus escritores foram diversos (mais ou menos 40), os lugares totalmente diferentes e épocas longínquas uma das outras (aproximadamente 1.600 anos do 1º ao último livro), mas a harmonia nos seus escritos foi e é marcante. Nelas estão contidas as soluções para os problemas mais impossíveis a vista humana, e responde as perguntas mais profundas que qualquer coração humano fizer, por que revela a verdade que os homens nunca ouvirão.

O seu autor é Deus, e os seus escritores a escreveram por inspiração do Espírito Santo do Senhor Deus (II Timóteo 3.16).

Ela foi escrita em hebraico antigo (Antigo Testamento), sendo que, algumas palavras do livro de Daniel foram escritas em aramaico, e o livro de Mateus foi escrito em hebraico.

Quando Gutemberg inventou a imprensa (1516), a Bíblia foi o 1º livro a ser editado no mundo.

São 66 livros contidos na Bíblia, dividindo-se em Antigo e Novo Testamento.

Cada livro da Bíblia esta dividido em capítulos enumarados. Os capítulos por sua vez se subdividem em pequenos parágrafos chamados versículos, assim, “João 3.16” refere-se ao versículo 16 do capítulo 3 do Livro de João.

Para se referir a dois versículos, coloca-se uma vírgula entre os números: “João 3.16,17,30”.

Usa-se um hífen entre dois versículos, e em diversos capítulos usa-se ponto e vírgula para separar as referências “João 3.16-24;”

O Antigo Testamento contém 39 Livros e o Novo Testamento é formado por 27 Livros.

O Antigo  Testamento subdivide-se em:

1)       Pentateuco: 05 Livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

2)       Históricos: 12 Livros: Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel,  I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.
3)       Poéticos: 05 Livros: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares.

4)       Proféticos: está dividido em dois tipos:
4.1 Proféticos Maiores: 05 Livros – Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel.
4.2 Proféticos Menores: 12 Livros – Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

O Novo Testamento subdivide-se em:

1)       Evangelhos: 04 Livros: Mateus, Marcos, Lucas e João.
2)       Históricos: : 01 Livros – Atos dos Apóstolos.
3)       Epístolas: 21 cartas divididas em dois tipos:
Epistolas Paulinas: 13 Livros – Romanos, I e II Coríntios, Galátas, Efésios, Filipenses, Colossenses,  I e II Timóteo, Tito e Filemom.
Epístolas Gerais: 08 Livros – Hebreus, Tiago I e II Pedro, I e II e III João e Judas.
4)       Proféticos: 01 Livro - Apocalipse

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

A História da Escola Dominical

A Escola Bíblica Dominical existe na Igreja do Evangelho Quadrangular desde a sua fundação, em 15 de novembro de 1951. Mas, talvez em razão do próprio nome, durante muito tempo a maioria dos freqüentadores era composta decrianças até doze anos de idade.

Foi uma jovem missionária, professora de uma faculdade do Sul da Califórnia, a grande responsável por mudar esse conceito que permanecia na cabeça dos quadrangulares brasileiros. Seu nome era Lucille Marie Jonhson. Ela foi enviada para auxiliar a igreja na área do ensino.

Deixou sua família, seu país e o cargo que ocupava na faculdade em Los Angeles e veio para o Brasil no ano de 1959. Foi professora do ITQ, lecionando as matérias de Música e Regência, Doutrina do Espírito Santo, Vida Cristã e Organização e Administração da Escola Dominical.

Lucille foi uma grande incentivadora também da criação das Revistas Luz do Evangelho, publicadas pela editora Betânia, e de sua utilização em nossas escolas dominicais (naquela época não tínhamos nossas próprias revistas).

Como fora criada participando da Escola Dominical, Dona Marie (como era conhecida pelos brasileiros) sabia do seu valor na formação de cristãos com caráter forte, sabia também que não era somente a criança que necessitava ser ensinada, mas também os jovens e os adultos, e que para atingir esse objetivo seria preciso quebrar tabus e conceitos errados no meio do povo. 


Esse era um trabalho para ser feito na direção e no poder do Espírito Santo. E com esta direção ela realizou ao longo dos anos outros trabalhos como: acampamentos para crianças, escolas bíblicas de férias, cruzadas infantis, corais e conjuntos na área do louvor. Era uma musicista, quer cantando ou tocando seu piano. No ano de 1973 organizou um coral jovem de 220 vozes na igreja sede, em São Paulo, denominado Batalhão Quadrangular.
Essa valorosa serva de Deus fez a diferença na EBD da Igreja do Evangelho Quadrangular. Sua dedicação seu amor ao ensino atraiu muitos fieis seguidores, que não apenas seguiram seus passos enquanto ela estava entre nós, mas que seguem fiéis até hoje a esta premissa de que devemos “ensinar palavra de Deus de maneira clara e pratica tanto para criança como ao jovem ou ao adulto, e que a Escola Dominical é a espinha dorsal da Igreja, pois é nela que se forma o caráter de cristãos fortes e convictos na palavra e na fé.
Como os demais grupos da Igreja do Evangelho Quadrangular, até o ano de 1963 a escola só tinha Coordenadores locais e regionais. Foi só no ano de 1963 que se nomeou a primeira Coordenação Nacional, e esse cargo foi ocupado pela missionária Lucille Marie Jonhson e por ela exercido até agosto de 1974, quando o Senhor a recolheu.

Foi então nomeada como Coordenadora Nacional das Escolas Dominicais a pastora Edna Luiza Brandolis. Em 1977 foi nomeado o Pr. Gary Royer, missionário enviado ao Brasil pela igreja internacional, que aqui permaneceu ate 1979.

Seu sucessor foi o Pr. César Augusto dos Santos. O pastor César foi auxiliar na igreja sede em São Paulo, indo depois para Campinas e posteriormente para Curitiba. Ele é casado com a Pra Elizabeth Pereira dos Santos e tem duas filhas, Lílian e Cristina.

Engenheiro, professor universitário, professor do ITQ e pastor auxiliar em Curitiba, ele foi o responsável por termos alcançado a meta de produzir e imprimir nossas próprias revistas da EBD. Tem feito um excelente trabalho na área de ensino na Igreja do Evangelho Quadrangular, além de, como engenheiro, ter abençoado diversas de nossas igrejas com seu trabalho profissional.

A partir do ano 2000, com o novo estatuto, as Escola Dominicais passaram a estar ligadas a Secretaria Geral de Educação.

(Fonte: Departamento Histórico da Igreja do Evangelho Quadrangular) 

sexta-feira, 4 de março de 2011

Opinião Evangélica sobre o carnaval


"Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis"  (Rm 8.13).
A ORIGEM DO CARNAVAL NO BRASIL
O primeiro baile de carnaval realizado no Brasil ocorreu em 22 de janeiro de 1841, na cidade do Rio de Janeiro, no Hotel Itália, localizado no antigo Largo do Rócio, hoje Praça Tiradentes, por iniciativa de seus proprietários, italianos empolgados com o sucesso dos grandes bailes mascarados da Europa. Essa iniciativa agradou tanto que muitos bailes o seguiram. Entretanto, em 1834, o gosto pelas máscaras já era acentuado no país por causa da influência francesa.
Ao contrário do que se imagina, a origem do carnaval brasileiro é totalmente européia, sendo uma herança do entrudo português e das mascaradas italianas. Somente muitos anos depois, no início do século XX, foram acrescentados os elementos africanos, que contribuíram de forma definitiva para o seu desenvolvimento e originalidade.
Nessa época, o carnaval era muito diferente do que temos hoje. Era conhecido como entrudo, festa violenta, na qual as pessoas guerreavam nas ruas, atirando água uma nas outras, através de bisnagas, farinha, pós de todos os tipos, cal, limões, laranjas podres e até mesmo urina. Quando toda esta selvageria tornou-se mais social, começou então a se usar água perfumada, vinagre, vinho ou groselha; mas sempre com a intenção de molhar ou sujar os adversários, ou qualquer passante desavisado. Esta brincadeira perdurou por longos anos, apesar de todos os protestos. Chegou até mesmo a alcançar o período da República. Sua morte definitiva só foi decretada com o surgimento de formas menos hostis e mais civilizados de brincar, tais como confete, a serpentina e lança-perfume. Foi então que o povo trocou as ruas pelos bailes.
POSIÇÃO DA IGREJA EVANGÉLICA NO PERÍODO DO CARNAVAL
Como pudemos observar, o carnaval tem sua origem em rituais pagãos de adoração a deuses falsos. Trata-se por isso, de uma manifestação popular eivada de obras da carne, condenadas claramente pelas Sagradas Escrituras. Seja no Egito, Grécia ou Roma antiga, onde se cultua, respectivamente, os deuses Osíris, Baco ou Saturno, ou hoje em São Paulo, Recife, Porto Alegre ou Rio de Janeiro, sempre notaremos bebedeiras desenfreadas, danças sensuais, música lasciva, nudez, liberdade sexual e falta de compromisso com as autoridades civis e religiosas. Entretanto, não podemos também deixar de abordar os chamados benefícios do carnaval ao país, tais como geração de empregos, entrada de recursos financeiros do exterior através do turismo, aumento das vendas no comércio, entre outros. Traçando o perfil do século XXI, não é possível isentar a igreja evangélica deste momento histórico. Então, qual deve ser a posição do cristão diante do carnaval? Devemos sair de cena para um retiro espiritual, conforme o costume de muitas igrejas, a fim de não sermos participantes com eles (Ef.5.7)? Devemos, por outro lado, ficar aqui e aproveitarmos a oportunidade para a evangelização? Ou isso não vale à pena porque, especialmente neste período, o deus deste século lhes cegou o entendimento (2 Co.4.4)?
Creio que a resposta cabe a cada um. Mas, por outro lado, a personalidade da igreja nasce de princípios estreitamente ligados ao seu propósito: fazer conhecido ao mundo um Deus que, dentre muitos atributos, é Santo.
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Há quem justifique como estratégia evangelística a participação efetiva na festa do carnaval, desfilando com carros alegóricos e blocos evangélicos, o que não deixa de ser uma tremenda associação com a profanação. Pergunta-se, então: será que deveríamos freqüentar boates gays, sessões espíritas e casas de massagem, a fim de conhecer melhor a ação do diabo a investir contra elas? Ou deveríamos traçar estratégias melhores de evangelismo?
No carnaval de hoje, são poucas as diferenças das festas que originaram, continuamos vendo imoralidade, música lasciva, promiscuidade sexual e bebedeiras.
José Carlos Sebe, no livro Carnaval de Carnavais, página 16, descreve, segundo George Dúmezil (estudioso das tradições mitológicas): O Carnaval deve ser considerado sagrado, porque é a negação da rotina diária. Ou seja, é uma oportunidade única para extravasar os desejos da carne, e dentro deste contexto festivo, isto é sagrado, em nada pervertindo. Na página 17, o mesmo autor descreve: Beber era um recurso lógico para a liberação pessoal e coletiva. A alteração da rotina diária exigia que além da variação alimentar também o disfarce acompanhasse as transformações. Observe ainda o que diz Manuel Gutiérez Estéves: No passado, faziam-se nos povoados, mas, sobretudo nas cidades, diversos tipos de reuniões em que todos  os participantes aparentavam algo diferente daquilo que na realidade, eram. A pregação eclesiástica inseriu na mensagem estereotipada do carnaval a combinação extremada da luxúria com a gula. Não falta sem dúvida, fundamento para isto.

Como cristãos, não podemos concordar e muito menos participar de tal comemoração, que vai contra os princípios claros da Palavra de Deus:
"Porque os que segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são do espírito para as coisas do espírito (Rm 8.5-8)."
"Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus (1 Co 6.20)."
EVANGELISMO OU RETIRO ESPIRITUAL?
A maioria das igrejas evangélicas, hoje, tem sua própria opinião quanto ao tipo de atividade que deve ser realizada no período do carnaval. Opinião esta que, em grande parte, apoia-se na teologia que cada um delas prega. Este fato é que normalmente justifica sua posição. A saber: enquanto umas participam de retiros espirituais, outras, no entanto, preferem ficar na cidade durante o carnaval com o objetivo de evangelizar os foliões.
Primeiramente, gostaríamos de destacar que respeitamos as duas posições, pois cremos que os cristãos fazem tudo por amor ao Senhor e com intenção de ganhar almas para Jesus e edificar o corpo de Cristo. (Cl 3.17). Entendemos, também, o propósito dos retiros espirituais: momentos de comunhão com o Senhor que tem feito grandes coisas em nossas vidas. Muitos crentes têm sido edificados pela pregação da Palavra e atuação do Espírito Santo nos acampamentos promovidos pelas igrejas. Toda via,  a visão de aproveitarmos o carnaval para testemunhar é pouco difundida em nosso meio. Na Série Lausanne, encontra-se uma descrição sobre a necessidade da igreja ser flexível. A consideração é feita da seguinte forma: o processo de procura de novas estruturas nos levará, seguidamente, a um exame mais íntimo do padrão bíblico e a descoberta de que um retorno ao modelo das Escrituras e sua adaptação aos tempos atuais é básico á renovação e a missão.
Entendemos, com isso, que, em meio á pressão provocada pelo mundo, à igreja deve buscar estratégias adequadas para posicionar-se á estas mudanças dentro da Palavra de Deus, e não dentro de movimentos contrários a ela. A Bíblia é a fonte, e não os fatores externos.

Cristãos de todos os lugares do Brasil possuem opiniões diferentes a respeito da maneira adequada para a evangelização no período do carnaval. Mas devemos notar que Cristo nunca perdeu uma oportunidade para pregar, nem mesmo fugia das interrogações ou situações religiosas da época. Não podemos deixar de olhar o que está escrito na Bíblia:
" Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina"  (2 Tm 4.2).

Aqui o apóstolo Paulo exorta a Timóteo a pregar a Palavra em qualquer situação, seja boa ou má. A Palavra deve ser anunciada.

A igreja jamais pode ser omissa quanto a esse assunto. O cristão deve ser sábio ao tomar sua decisão, sabendo que:
" Em que noutro tempo andaste segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós andávamos nos desejos da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo(pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus"  (Ef 2.2-6).
Estudo Compilado Recebido por Email
Fonte: www.estudosgospel.com.br

domingo, 30 de janeiro de 2011

Para onde vai o pecador quando morre?

A Palavra de Deus ensina que existe um lugar de tormento no mundo invisível, um lugar terrível e assustador onde arde continuamente fogo e onde há pranto e ranger de dentes e no qual descem as almas dos pecadores que não se arrependeram dos seus pecados e não creram no Evangelho da graça de Deus. Este lugar se chama lugar dos mortos - em Grego: Hades, enquanto em Hebraico: Sheol - e é mencionado muitas vezes nas Escrituras. Antes de passar a demonstrar-vos pelas Escrituras a existência deste lugar quero fazer esta premissa. Antes de tudo tem que se dizer que a palavra hebraica Sheol significa também ‘sepultura’ e que a mesma coisa tem que ser dita para a correspondente palavra grega Hades. Isto explica o porquê de nas traduções da Bíblia a palavra Sheol (Hades em grego) algumas vezes foi traduzida sepultura ou túmulo. J.F.Almeida por exemplo a traduziu com sepultura nestes versículos: "E não permitas que suas cãs desçam à sepultura (Sheol) em paz" (1 Re 2:6); "Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura (Sheol) nunca tornará a subir (Jó 7:9); "Porque não pode louvar-te a sepultura (Sheol)" (Is. 38:18). Digo algumas vezes e não todas, porque esta palavra indica também a morada das almas entre a morte e a ressurreição, e de facto outras vezes foi traduzida inferno ou lugar dos mortos (porém entenda-se este último não como túmulo). J.F.Almeida por exemplo em diversos lugares do Antigo Testamento traduziu Sheol com inferno (cfr. Sal. 9:17; Jó 26:6; Prov. 9:18), e assim também traduziu Hades com inferno - excepto algumas vezes - no Novo Testamento  (cfr. Mat. 11:23; 16:18 Lucas 10:15; Ap. 1:18. Em Actos 2:27 e 2:31 J.F. Almeida optou por manter a palavra grega Hades no lugar de inferno). Outras versões e outros tradutores, no Antigo Testamento no lugar de inferno colocaram Sheol ou lugar dos mortos, enquanto no Novo Testamento no lugar de inferno deixaram a palavra grega Hades. (Confronta várias versões e traduções da bíblia das supracitadas passagens). De qualquer modo, seja inferno como lugar dos mortos indicam o mesmo lugar. É bom precisar pois que a palavra inferno - que nós nunca encontramos no Velho Testamento na versão revista e actualizada de J.F. Almeida - deriva da palavra latina infernus que significa ‘lugar que está debaixo, inferior’. Alguém dirá: ‘Mas porque motivo esta palavra não foi traduzida sempre da mesma maneira?’ Porque o contexto em tais casos não o permitia. Em outras palavras a mesma palavra tem um significado diferente em contextos diferentes. Quando Sheol ou Hades indicam o lugar invisível para onde descem as almas dos mortos e não a sepultura onde é posto apenas o corpo deduz-se do contexto. Um exemplo é o de Isaías quando diz: "O inferno desde o profundo se turbou por ti, para te sair ao encontro na tua vinda; despertou por ti os mortos, e todos os príncipes da terra, e fez levantar dos seus tronos todos os reis das nações. Estes todos responderão, e te dirão: Tu também adoeceste como nós, e foste semelhante a nós" (Is. 14:9-10). Aqui a palavra Sheol foi traduzida inferno por J.F. Almeida (Outras versões colocam Sheol ou lugar dos mortos) porque não significa sepultura terrena de facto o texto fala de pessoas que moram no Sheol as quais na vinda ou descida do rei de Babilónia ao Sheol lhe dirigem determinadas palavras. Fizemos este discurso para demonstrar que aqueles que negam que Sheol (e a correspondente palavra grega Hades) significa também o lugar de tormento para onde vão os pecadores à espera da ressurreição, erram.

Agora, depois de ter feito estas necessárias explicações passaremos a demonstrar pelas Escrituras que este lugar de tormento no mundo invisível (o Sheol ou Hades) existe; onde ele se encontra e que aspecto tem e como para lá descem as almas dos pecadores.

Ÿ Está escrito: "Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia  cheio de chagas à porta daquele; e desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. e aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no Ades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. E disse ele: Rogo-te pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não! pai Abraão; mas, se algum dos mortos fosse ter com eles arrepender-se-iam. Porém Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite" (Lucas 16:19-31).

Foi o nosso Senhor Jesus Cristo a contar esta história que realmente aconteceu. Esta história ensina que com a morte não acaba tudo, mas que existe uma vida ultraterrena e que a alma do pecador continua a viver num mundo invisível depois que ele morre. É claro que a nossa alma nós não a vemos, mas sabemos que ela mora neste nosso corpo de carne e osso; e como não podemos negar a existência da alma somente porque não a vemos com os nossos olhos, assim não podemos negar a existência do Hades só porque não o vemos ou nunca o vimos. O facto é que enquanto a alma se encontra no nosso corpo, o Hades se encontra nas covas da terra a uma grande profundidade; é um lugar real segundo a Palavra de Deus, onde a alma do pecador, depois de ter saído do seu corpo, vai estar à espera do juízo. Em outras palavras enquanto o pecador vive sobre a terra a sua alma goza dos prazeres da vida e se deleita em fazer o mal movendo-se livremente num corpo humano, mas quando o corpo que a alberga temporariamente se desfaz, ela parte e vai para o Hades onde será atormentada pelo fogo deste lugar e onde não poderá mais de algum modo divertir-se. A história deste rico diz-nos que este rico vivia todos os dias regalada e esplendidamente enquanto estava na terra e que ele, quando morreu, foi sepultado, mas se achou num lugar de tormento, justamente o Hades. Foi o seu corpo a ser sepultado e não a sua alma, porque a alma do homem não pode ser agarrada pela mão de nenhum homem para ser posta num caixão e depois numa cova. É o corpo que torna ao pó segundo o que disse Deus a Adão: "És pó, e em pó te tornarás" (Gen. 3:19), e não a alma porque ela não é feita de um material dissolúvel. Jesus um dia disse que nós não devemos temer aqueles "que matam o corpo, e não podem matar a alma" (Mat. 10:28), significando assim que a alma do homem não pode ser nem morta e nem tomada por um outro homem, à diferença do seu corpo. Como se pode ler nesta história, este homem que tinha gozado a vida na terra, quando se encontrou no Hades podia ainda falar, recordar, e segundo o que ele disse a Abraão poderia ser também refrescado com água na chama onde se encontrava. Mas água não há no Hades, dela para aqueles que estão no fogo do Hades há só a sua memória. Ora, nós não podemos compreender como a alma de um homem possa continuamente arder (sem minimamente se consumir) no meio do fogo e chorar e ranger os dentes, mas isto não nos impede de modo algum de crer que as coisas são mesmo assim. Se nós devessemos crer nas coisas de que fala a Escritura só quando as compreendemos, acabariamos por não crer em mais nada daquilo que nos diz a Escritura, a começar pela existência de Deus, mas graças sejam dadas a Deus em Cristo Jesus pela fé que nos deu mediante a qual nós aceitamos tudo o que a Palavra de Deus nos ensina sem pô-la minimamente em discussão. Assim, nós não pomos em dúvida nada desta história contada por Jesus porque tudo o que diz respeito a esta história é verdade. Como disse antes, este homem, sem um corpo podia ainda falar e recordar; mas não só, ele podia também dar sugestões de facto convidou Abraão a mandar a Lázaro molhar a ponta do dedo na água para refrescar-lhe a língua queimada pelo calor da chama ardente, mas ele ouviu Abraão responder que isso não era possível. Abraão lhe disse para se lembrar que ele tinha recebido os seus bens na sua vida, e depois lhe disse que havia um grande abismo entre aquele lugar de tormento onde ele se encontrava e o lugar de conforto onde, pelo contrário, se encontrava ele com Lázaro (o seio de Abraão), abismo que impedia aos que se encontravam neste último lugar de ir socorrer os que estavam em tormento no Hades. Nenhuma piedade foi mostrada para com aquele homem; como ele se tinha mostrado impiedoso durante a sua vida terrena assim Deus se mostrou impiedoso para com ele depois que ele morreu. Nisto vemos a manifestação da justiça de Deus. Ele, também debaixo do Antigo Pacto, não deixava impunes os que recusavam dar ouvidos à lei de Moisés e aos profetas.

Quando aquele homem ouviu Abraão responder-lhe daquela maneira, se preocupou com os seus cinco irmãos que estavam ainda vivos na terra, de facto propôs a Abraão de enviar Lázaro a casa de seu pai para avisar os seus cinco irmãos da existência deste lugar de tormento e do facto de ele já lá se encontrar. Ele pensava que desta maneira eles se arrependeriam ao ouvir Lázaro e não desceriam assim também eles para lá. Mas também neste caso a resposta de Abraão não foi a que ele esperava, porque o patriarca lhe fez claramente compreender que os seus irmãos tinham Moisés e os profetas e que eles deviam ouvi-los para não ir para ali com ele quando morressem. A resposta de Abraão porém não satisfez aquele homem porque ele fez perceber a Abraão que segundo ele seria mais eficaz o testemunho de Lázaro se este ressuscitasse e fosse ter com os seus irmãos, do que o de Moisés e dos profetas. Não foi porém do mesmo parecer Abraão, de facto ele lhe disse que se os seus irmãos não queriam ouvir Moisés e os profetas, não se deixariam persuadir a abandonar os seus maus caminhos, tampouco pelo testemunho de um morto regressado à vida. (Notai que o rico acreditava depois de morto que Lázaro pudesse voltar vivo à  terra e falar aos seus irmãos, que não pediu a Abraão para lhe conceder voltar à terra e que Abraão respondendo confirmou que Lázaro estava morto) Palavras fortes estas, que mostram como aqueles que não crêem no testemunho que Deus dá acerca do Hades e dos seus tormentos (testemunho escrito nas sagradas Escrituras), não crerão tampouco no de um morto que depois de tê-lo visto volta à vida e fala da sua existência e dos tormentos que padecem os que lá se encontram.

Esta é a verdade irmãos, alguns não acreditariam na existência do inferno e não se arrependeriam dos seus pecados nem sequer se um dos seus parentes mortos ressuscitasse por vontade de Deus e lhes contasse o que viu naquele lugar. Nós, de qualquer modo somos chamados a advertir os homens da existência deste lugar de tormento, porque Deus o fez com a sua Palavra. Se Deus não tivesse querido que os homens soubessem o que os espera se não se arrependem e não crêem nele fazendo obras dignas de arrependimento não teria feito pôr por escrito assim tantas claras referências sobre o Hades e sobre o lago ardente de fogo e enxofre que é o lugar final onde serão lançados os ímpios.

Mas vejamos outras Escrituras que confirmam a existência do Sheol (ou inferno) e que ele se encontra sob a terra a uma grande profundidade e que para lá descem os ímpios quando morrem.

Ÿ Nos salmos está escrito: "Os ímpios irão para o Sheol, sim, todas as nações que se esquecem de Deus" (Sal. 9:17), e a propósito da sorte dos que confiam nos seus grandes haveres e se gloriam da grandeza das suas riquezas está escrito: "Como ovelhas são arrebanhados ao Sheol; a morte os pastoreia" (Sal. 49:14).

Ÿ Jó, falando dos ímpios, disse: "Na prosperidade passam os seus dias, e num momento descem ao Sheol" (Jó 21:13).

Ÿ Isaías, falando da sorte daqueles que em Sião não olhavam para a obra do Senhor, mas se embriagavam de vinho e de bebidas alcoólicas disse: "Por isso o Sheol aumentou o seu apetite, e abriu a sua boca desmesuradamente; e para lá descem a glória deles, a sua multidão, a sua pompa, e os que entre eles se exultam" (Is. 5:14). Ainda Isaías, no oráculo contra o rei da Babilónia, disse a Israel: "Proferirás esta parábola contra o rei de Babilônia, e dirás:.. O Sheol [ou inferno] desde o profundo se turbou por ti, para te sair ao encontro na tua vinda. Já foi derribada no Sheol [ou inferno] a tua soberba com o som dos teus alaúdes" (Is. 14:4,9,11).

Ÿ Deus por meio de Ezequiel predisse o que faria a Tiro com estas palavras: "Então te farei descer com os que descem à cova, ao povo antigo, e te deitarei nas mais baixas partes da terra, em lugares desertos antigos, com os que descem à cova..." (Ez. 26:20).

Ÿ Jesus quando repreendeu Cafarnaum lhe disse: "E tu, Cafarnaum, porventura serás elevada até o céu? Não, até o inferno descerás" (Mat. 11:23). Quando ele anunciou que estaria no lugar dos mortos por três dias e três noites disse: "Como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra" (Mat. 12:40); e nós sabemos de facto que a alma de Jesus Cristo, quando ele morreu, desceu ao Hades de onde Deus a tornou a trazer quando o ressuscitou dos mortos ao terceiro dia, conforme está escrito: "Não deixarás a minha alma no Hades" (Actos 2:27).

Como podeis ver por todas estas Escrituras se deduz claramente que o sheol (ou o inferno) é um lugar que se encontra nas profundezas da terra, ou como disse Jesus: "No seio da terra", e que para lá vão os pecadores que recusam ouvir a voz de Deus.

Mas a Escritura diz-nos também o aspecto que tem o lugar dos mortos:

Ÿ Jó o definiu assim: "Terra da escuridão e da sombra da morte; terra escuríssima, como a mesma escuridão, terra da sombra da morte e sem ordem alguma, e onde a luz é como a escuridão" (Jó 10:21-22).

Ÿ Bildade o suíta, falando da sorte do ímpio disse: "Da luz o lançarão nas trevas" (Jó 18:18).

Ÿ Zofar o naamatita diz do ímpio: "Um fogo não atiçado pelo homem o consumirá" (Jó 20:26). A propósito destas últimas palavras elas são claramente confirmadas pelas palavras que aquele homem que estava no Hades dirigiu a Abraão: "Estou atormentado nesta chama" (Lucas 16:24). O fogo que há no Hades não é um fogo atiçado por um homem, mas por Deus, e por isso não se pode apagar de alguma maneira.

O Hades não é mesmo um lugar agradável de estar; alguns fazem zombaria dele como se ir para lá viver significasse ir passar umas agradáveis férias, mas vos asseguro que ele é um lugar assustador e horrível cuja memória está viva e nunca desaparece naqueles que o viram porque Deus lhes concedeu vê-lo.

Sim, porque Deus também nesta geração permitiu a alguns homens e mulheres ver de perto o Hades. Eles depois que voltaram à vida procuraram explicar o melhor possível para fazer perceber os horrores vistos naquele lugar: ainda hoje reconhecem que as melhores palavras que eles podem usar para descrever o Hades que eles, pela graça de Deus, viram, são as da sagrada Escritura. Não há melhores palavras para descrevê-lo do que as que estão escritas na Palavra de Deus.


O testemunho de um homem que morreu nos seus pecados e que regressou à vida

Kenneth Hagin conta: ‘Ao fim da tarde, o meu coração parou de bater e o homem espiritual que vivia no meu corpo me abandonou’. Quando a morte se apoderou de mim, a avó, o meu irmão menor e a minha mãe acorreram a casa e tive só tempo de lhes dizer ‘adeus’ porque o homem interior deslizou para fora, deixando o meu corpo morto, os olhos fixos e a carne gelada. Desci, desci, desci, até ao ponto que vi as luzes da terra desaparecer. Não é exacto dizer que desmaiei, nem tampouco que estivesse em coma; posso provar que clinicamente estava morto. Os olhos estavam fixos, o coração tinha parado de bater e o pulso estava firme. As Escrituras falam do ‘servo inútil lançado nas trevas exteriores, onde há pranto e ranger de dentes’ (Matteo 25:30). Quanto mais descia mais se fazia escuro, até que fiquei na escuridão mais absoluta: não via a minha mão a um palmo dos olhos. Quanto mais andava para baixo mais calor sentia à minha volta, a atmosfera se fazia sufocante. Finalmente por debaixo de mim passavam luzes contorcidas, refletidas nas paredes das cavernas onde estavam os condenados, causadas pelo fogo infernal. A imensa esfera flamejante, de brancos contornos, me arrastava e me atraia como o íman atrai o metal. NÃO QUERIA IR! Não caminhava, era o meu espírito que se comportava como o metal na presença de um íman. Não podia tirar os olhos da esfera, sentia o calor no rosto. Passaram muitos anos, mas consigo rever a cena com a mesma nitidez de então. A recordação é tão límpida, que tudo isso me parece que aconteceu na noite passada. Agora vós me direis: ‘Como são estas portas do inferno?’ Não poderei descrevê-las, porque para o fazer, teria que ter um termo de comparação, como alguém que, não tendo visto uma árvore, não pode descrever como é feita, porque não tem nada ao que a comparar. Parei no átrio, mas foi uma paragem momentânea: não queria entrar! Percebi que mais um passo, mais uns poucos metros e acabaria para sempre, não poderia mais sair daquele horrível lugar. Quando estava no ponto de alcançar o fundo do abismo, um outro espírito me ladeou: não me voltei para vê-lo, porque não conseguia desviar o olhar das chamas do inferno. Aquela criatura infernal tinha pousado entretanto uma mão sobre o meu braço, para me acompanhar dentro: naquele preciso instante ouvi uma voz que dominava as trevas, a terra e os céus: era a voz de Deus. Não O vi e não sei o que disse porque não falou em inglês, mas numa outra língua e quando o fez, a parte onde estavam os condenados foi atravessada por uma forte luz e se agitou como uma folha ao vento. Tal brilho obrigou aquele espírito que me estava próximo a largar-me o braço. Não fui tomado pelo vórtice, mas uma força invisível me tirou do fogo, longe do calor, e viajei outra vez sobre as sombras da densa escuridão ao contrário. Comecei a subida até à saida do abismo e por fim vi as luzes terrestres. Voltei ao meu quarto, como se dele tivesse saído apenas por um instante através da porta, com a única diferença que o meu espírito não necessitava de portas. Deslizei para o meu corpo como alguém que enfia as calças de manhã, através da boca, do mesmo modo em que pouco antes tinha saído. Comecei a falar com a avó, a qual exclamou: ‘Filho, pensava que tu estivesses morto!’ o meu bisavô era médico e ela o ajudava. Mais tarde disse-me: ’Vesti muitos cadáveres nos meus tempos, tive bastantes experiências com casos análogos, mas aprendi muito com o que tem a ver contigo, do que quanto tenha aprendido antes: tu morreste por paragem cardíaca e tinhas os olhos fixos’. ‘Avó’, respondi, ‘não tinha ainda chegado o momento, mas desta vez sinto que é verdadeiramente o fim: estou morrendo! Onde está a mamã?. ‘Tua mãe está lá fora na varanda’, replicou, e de facto a ouvia orar caminhando para cima e para baixo’. Onde está o meu irmão?’ perguntei. ‘Foi chamar o médico à porta ao lado’. ‘Avó, queria me despedir da mamã, mas não quero que tu me deixes só, lhe falarás tu’ disse, e lhe deixei uma mensagem para a minha mãe. Depois continuei: ‘Avó, estimo-te muito; quando a mamã adoeceu, tu foste para mim como uma segunda mãe. Agora daqui me vou e desta vez não voltarei mais para trás’. Sabia que estava morrendo e não estava pronto para encontrar Deus. O meu coração parou novamente no tórax e, pela segunda vez, o meu espírito deixou o corpo recomeçando a descida no escuro, até que as luzes terrestres se desvaneceram completamente. Chegado ao fundo, me tocou a mesma experiência: Deus falou do céu e mais uma vez o meu espírito saiu daquele lugar, voltou ao quarto e deslizou para a cama onde o meu corpo jazia morto. Novamente comecei a falar com a avó e ainda lhe disse: ‘Não voltarei desta vez, avó!’ E acrescentei algumas palavras para dizer aos familiares e, pela terceira vez saí do meu corpo e comecei a descer. Quereria ter palavras apropriadas para descrever os horrores do inferno e fazer compreender àqueles homens tão satisfeitos de si mesmos e sem cuidarem de como conduzem a própria existência sem se preocupar com o depois, que há uma vida futura ultraterrena; isso me o ensina a Palavra de Deus e a minha experiência pessoal. Sei o que significa perder os sentidos: parece-te tudo escuro, tudo obscuro, mas não há escuridão que possa ser comparada à noite interior. Quando comecei a descer pela terceira vez, o meu espírito exclamou com um berro: ‘Deus, eu pertenço à igreja, sou também batizado na água’. Esperei d`Ele uma resposta, que não chegou’. Ouvi somente a minha própria voz que voltava a ecoar fortemente, como a rodear-me. É necessário muito mais que a simples pertença a uma igreja e um batismo na água para evitar as penas do inferno e ganhar o céu! Jesus disse: "...Necessário vos é nascer de novo" (João 3:7). Eu creio certamente no batismo na água, mas somente depois de um indivíduo ter sido gerado de novo. Certo, eu creio na comunidade eclesiástica, nos grupos de cristãos unidos para trabalhar em nome de Deus. Mas se estiverdes somente unidos à Igreja e tiverdes sido somente batizados sem porém terdes realmente nascido uma segunda vez, ireis ao inferno. Como saí uma terceira vez do abismo e reentrei no meu corpo, o meu espírito começou a orar; me achei a continuar a oração em voz tão alta que toda a vizinhança me ouviu. As pessoas acorriam a minha casa para ver o que estava acontecendo; olhei para o relógio e vi que eram precisamente 19:40 era a hora do meu renascimento graças à providência divina, pela intercessão da minha mãe. A minha oração não estava ligada ao facto de eu ser batizado ou de pertencer à igreja, mas, implorando a Deus, lhe pedi de ter piedade de mim pecador, de me perdoar pelos meus pecados, de me purificar de toda a iniquidade; O aceitava, O reconhecia como meu Salvador pessoal. Me senti tão bem, como se um fardo pesado tivesse me saído das costas’ (Kenneth E. Hagin, Io credo nelle visioni, Aversa 1987, pag. 3-6). Tudo isto aconteceu a Hagin em abril de 1933, na idade de cerca de dezasseis anos, na cidade de Mackinney, no Texas (U.S.A).

Considerei transcrever o testemunho de Hagin, apesar de o irmão Hagin se ter posto a seguir, após diversos anos de ministério, a pregar também ele a mensagem da prosperidade e a fazer afirmações que não estão em harmonia com o ensinamento da Escritura, coisa que naturalmente não tem redondado para sua honra e nem tampouco para a glória de Deus. Considero de facto que as suas experiências como morto acima citadas não foram minimamente invalidadas, porque são experiências reais por ele vividas e confirmadas amplamente pela Escritura.

Conclusão

Irmãos no Senhor, concluo dizendo-vos: alegrai-vos e exultai grandemente porque Cristo Jesus na sua misericórdia vos salvou das chamas do inferno, dos tormentos indizíveis que lá se sofrem por causa das próprias iniquidades; mas adverti também os pecadores sobre este terrível lugar de tormento exortando-os a se arrependerem e a crer em Jesus Cristo, doutra forma quando morrerem para lá descerão.