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sábado, 19 de março de 2011

MOTIVADO PARA A VERDADE


Aula do dia 20/03/2011.                                                  
Texto da lição: Daniel 5:13-29

Texto áureo: “Compra a verdade e não a vendas; compra a sabedoria, a instrução, e o entendimento” (Provérbios 23:23).

INTRODUÇÃO:  Que importância tem a verdade para ti? Nota a exortação de Salomão no texto áureo: “Compra a verdade e não a vendas”. Na língua hebraica, a forma verbal que traduzimos por “compra” significa “adquire-a a todo o custo”. Sim, a verdade tem um preço! É demasiado valiosa para não ter custos!
 
A indolência e o desmazelo de muitos crentes leva-os a aceitarem doutrinas “simpáticas”, mas erradas, só porque não querem cansar-se a buscar e discernir a verdade! Recordemos como Lucas louva os bereanos exatamente pelo seu zelo na procura atenta da verdade (At. 17:11)!
 
Nestes tempos de fast food (comida rápida), é possível que muitos de nós estejamos a transformar-nos em consumidores de “verdade instantânea”! Há pouca disponibilidade e apetite para o “alimento sólido” de que fala Heb. 5:12-14. Na igreja, preferimos que o pastor não nos mace com sermões de mais de um quarto de hora ou vinte minutos! Certo pregador chamou-lhes “sermõezinhos” para “cristãozinhos”! Porque “cristãozinhos” é a única coisa que “sermõezinhos” pretensamente devocionais vão produzir!
 
O nosso Deus é o Senhor da Verdade! A Sua Palavra é a Verdade! Somos santificados na Verdade, e a Verdade nos liberta (João 8:21-32)! Acaso ignoramos que o Senhor não tolera que a Sua preciosa Verdade seja tratada com desprezo?
 
Na lição de hoje, o rei da Babilônia estava à espera de um “sermãozinho”, mas teve que ouvir a dura verdade da boca de Daniel! Aproximadamente setenta anos tinham passado desde que o profeta, muito jovem ainda, fora levado de Jerusalém (cap. 1:3-7). Belsazar, neto de Nabucodonozor, era, agora, o rei!
 
Então, numa noite de Outubro de 539 AC, os exércitos coligados dos Medos e dos Persas cercaram a cidade da Babilônia. Dentro de muros, Belsazar, cujo nome significa “Bel protege”, esperava que esse seu deus e vários outros o defendessem e interviessem a seu favor. 

Aparentemente pouco consciente do real perigo que corria, organizou um grande banquete-orgia para um milhar dos nobres da sua faustosa corte. Só que, nessa noite memorável, não foi Bel, mas sim o Deus Todo-Poderoso quem interveio na forma de uma mão a escrever na parede em frente do rei!
 
Nesta época, o já idoso profeta Daniel vivia completamente esquecido! Belsazar nem sequer sabia dele! Mas uma coisa o rei sabia perfeitamente: os utensílios de ouro e prata que ousou profanar no seu banquete pertenciam ao Templo do Deus Verdadeiro em Jerusalém! O Deus que, naquela hora dramática, ele desafiava abertamente confiando somente nos seus ídolos!

I - O VALOR DA VERDADE (vs. 13-14)
Há quem afirme que, atualmente, muitas igrejas estão produzindo uma geração de jovens desprovidos de uma preparação bíblica minimamente aceitável. Será que já vivemos numa cultura pós-cristã, marcada pela iliteracia bíblica? Fica a pergunta!...
 
O vazio da sabedoria do mundo. Os “sábios” de que Belsazar estava rodeado, e em quem confiava, eram “os encantadores, os caldeus e os feiticeiros” (v. 7), que falharam redondamente (v. 8). E muito mais cedo do que imaginava, ele constatou o mesmo que o seu avô Nabucodonozor: havia uma outra Fonte de Sabedoria, confiável, infalível, servida por um homem verdadeiramente sábio e a quem o Senhor concedera “inteligência de todas as visões e sonhos” (1:17)!
 
Na mente de Belsazar não cabia a idéia de um Deus requerendo pureza moral aos Seus seguidores. Pelo contrário, a panóplia de falsos deuses que adorava servia de cobertura a toda a sorte de atos de libertinagem e depravação (v. 4). Para ele nada era sagrado, já que não hesitava em blasfemar do Deus Vivo e Verdadeiro, de Quem dependia, afinal, a sua própria vida! A filosofia de Belsazar era o materialismo, com um único objetivo: gozar os prazeres do mundo sem qualquer limite!
 
O prestígio do homem de Deus. Ao que tudo indica, Belsazar nunca tinha visto Daniel, sendo provável, contudo, que tivesse notícia da grande influência que exercera na corte de seu avô. Mas havia alguém – a rainha-mãe – que se lembrava muito bem e, de alguma forma, sabia que Daniel ainda vivia, era capaz e estava disponível para ajudar Belsazar naquela hora de grande espanto e sobressalto, tal como antes interpretara os sonhos de Nabucodonozor (vs. 10-12). A reputação da fidelidade de Daniel ao Deus Verdadeiro e a lembrança das vitórias que alcançara continuavam bem vivas depois de tantos anos!

II - RESISTINDO ÀS PRESSÕES PARA DESVIRTUAR A VERDADE (vs.16-17)

A exemplo do que Nabucodonozor tinha feito, Belsazar convocou, primeiro, os sábios que não conheciam nem temiam a Deus, prometendo prendas de ouro e grandes honrarias para quem fosse capaz de interpretar a escritura na parede. Só depois, dado o fracasso daqueles sábios, Belsazar chamou Daniel e fez-lhe as mesmas promessas, que o velho profeta recusou com firmeza, dispondo-se a transmitir ao rei toda a verdade expressa na sentença divina sem qualquer recompensa material (v. 17).
 
No mundo de hoje, os crentes e as igrejas enfrentam pressões evidentes para desvalorizarem e desvirtuarem a Verdade de Deus consignada na Sua Palavra. Umas vezes por influência de arautos de modernos pensamentos teológicos, outras por exigência de uma opção ecumênica, outras ainda para garantirem a aceitação social que uma imagem pública mais “atual” pode trazer… Mas a fidelidade e o dom profético de Daniel não estavam à venda!

III - ESCOLHENDO A VERDADE DIVINA (vs. 22-23)
Daniel continua a ser um exemplo de apego à Verdade quando repreende Belsazar pela sua indiferença para com os valores espirituais.
 
Humilhemo-nos sob a poderosa mão de Deus (ver 1 Ped. 5:6). Nabucodonozor tinha aprendido, à sua custa, que o Deus de Daniel era o Deus da História, das nações, dos reis e dos povos, e a Babilônia não estava excluída do seu controlo (vs. 17-21). O próprio Daniel, apesar de removido de Jerusalém para a Babilônia ainda na adolescência, nunca deixou de ser dirigido pelo Senhor, que “é verdadeiramente Deus; Ele é o Deus vivo e o rei eterno” (Jer. 10:6-10). Honremos o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Apoc. 19:16).
 
Mostremos reverência no culto a Deus. Belsazar não teve pejo em profanar os vasos consagrados ao culto do Deus Verdadeiro, usando-os em libações devassas! Daniel, pelo contrário, jamais se desviou do seu compromisso com o Senhor, honrando-O e reverenciando-O em todas as circunstâncias! Do mesmo modo, precisamos de entender que o culto a Deus praticado “em espírito e em verdade” exige reverência, tanto no espírito como na forma (1 Cor. 14:40)!

IV - DECLARANDO A VERDADE DIVINA (vs. 25-28)

Para Daniel, a inscrição na parede que tinha estragado a festa a Belsazar, tornou-se entendível porque ele conhecia o Deus que a escrevera e lhe revelava, agora, o seu significado:
 
MENE – “Deus contou o teu reino e acabou com ele”!
 
TEQUEL – foste “pesado na balança e achado em falta”, ou seja, demasiado leve, sem peso! Em toda a vida e atos de Belsazar nada fora encontrado de positivo e louvável conforme os padrões divinos (ver 1 Sam. 2:3)!
 
PERES (singular de Parsim) – “o teu reino foi dividido”! Belsazar e o seu reinado acabavam ali! O historiador grego Heródoto conta como aconteceu a conquista da Babilônia: as forças de Ciro, o rei da Pérsia, cercavam a cidade, que estava construída sobre as duas margens do rio Eufrates. Os persas conseguiram desviar as águas do rio, deixando em seco o seu leito, que se transformou em estrada ao longo da quais as suas tropas entraram tranquilamente na cidade pelo único sítio não defendido por muralhas! Os habitantes, completamente embriagados numa festa pagã e idólatra, não ofereceram a mínima resistência! Eliminado Belsazar, Dario, o medo, assumiu o poder (vs. 30-31).
 
Na defesa da Verdade divina muitos cristãos, ao longo dos séculos, sofreram perseguições, foram expulsos das suas terras, foram torturados e mortos! Pagaram um preço muito alto pela sua fidelidade a Cristo! Seguindo o seu exemplo e o de Daniel, amamos e defendemos a Verdade de forma decidida e empenhada? 

A Palavra de Deus

Tema da aula do dia 13/03/2011.

A palavra Bílbia deriva do grego "Bíblion" que quer dizer "Livros". Dentro dela não se encontra a palavra Bíblia, mas sim "Escrituras" (João 5.39 "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;" Timóteo 3.16 "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;"), pois era o único termo empregado para ela.

No século IV de nossa era, a expressão Bíblia foi introduzida pelo Pastor Crisóstomos da Igreja de Antioquia.

A Bíblia possui características e finalidades diferentes de qualquer outro livro, pois ela é a Palavra de Deus, a qual expressa a obra de redenção do homem em Jesus Cristo. seus propósitos maiores são o de orientar e guiar a humanidade.

A Bíblia quanto a sua natureza é um livro divino, pois fala de um passado glorioso, um presente de certeza e um futuro maravilhoso. Seus escritores foram diversos (mais ou menos 40), os lugares totalmente diferentes e épocas longínquas uma das outras (aproximadamente 1.600 anos do 1º ao último livro), mas a harmonia nos seus escritos foi e é marcante. Nelas estão contidas as soluções para os problemas mais impossíveis a vista humana, e responde as perguntas mais profundas que qualquer coração humano fizer, por que revela a verdade que os homens nunca ouvirão.

O seu autor é Deus, e os seus escritores a escreveram por inspiração do Espírito Santo do Senhor Deus (II Timóteo 3.16).

Ela foi escrita em hebraico antigo (Antigo Testamento), sendo que, algumas palavras do livro de Daniel foram escritas em aramaico, e o livro de Mateus foi escrito em hebraico.

Quando Gutemberg inventou a imprensa (1516), a Bíblia foi o 1º livro a ser editado no mundo.

São 66 livros contidos na Bíblia, dividindo-se em Antigo e Novo Testamento.

Cada livro da Bíblia esta dividido em capítulos enumarados. Os capítulos por sua vez se subdividem em pequenos parágrafos chamados versículos, assim, “João 3.16” refere-se ao versículo 16 do capítulo 3 do Livro de João.

Para se referir a dois versículos, coloca-se uma vírgula entre os números: “João 3.16,17,30”.

Usa-se um hífen entre dois versículos, e em diversos capítulos usa-se ponto e vírgula para separar as referências “João 3.16-24;”

O Antigo Testamento contém 39 Livros e o Novo Testamento é formado por 27 Livros.

O Antigo  Testamento subdivide-se em:

1)       Pentateuco: 05 Livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

2)       Históricos: 12 Livros: Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel,  I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.
3)       Poéticos: 05 Livros: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares.

4)       Proféticos: está dividido em dois tipos:
4.1 Proféticos Maiores: 05 Livros – Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel.
4.2 Proféticos Menores: 12 Livros – Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

O Novo Testamento subdivide-se em:

1)       Evangelhos: 04 Livros: Mateus, Marcos, Lucas e João.
2)       Históricos: : 01 Livros – Atos dos Apóstolos.
3)       Epístolas: 21 cartas divididas em dois tipos:
Epistolas Paulinas: 13 Livros – Romanos, I e II Coríntios, Galátas, Efésios, Filipenses, Colossenses,  I e II Timóteo, Tito e Filemom.
Epístolas Gerais: 08 Livros – Hebreus, Tiago I e II Pedro, I e II e III João e Judas.
4)       Proféticos: 01 Livro - Apocalipse

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

A História da Escola Dominical

A Escola Bíblica Dominical existe na Igreja do Evangelho Quadrangular desde a sua fundação, em 15 de novembro de 1951. Mas, talvez em razão do próprio nome, durante muito tempo a maioria dos freqüentadores era composta decrianças até doze anos de idade.

Foi uma jovem missionária, professora de uma faculdade do Sul da Califórnia, a grande responsável por mudar esse conceito que permanecia na cabeça dos quadrangulares brasileiros. Seu nome era Lucille Marie Jonhson. Ela foi enviada para auxiliar a igreja na área do ensino.

Deixou sua família, seu país e o cargo que ocupava na faculdade em Los Angeles e veio para o Brasil no ano de 1959. Foi professora do ITQ, lecionando as matérias de Música e Regência, Doutrina do Espírito Santo, Vida Cristã e Organização e Administração da Escola Dominical.

Lucille foi uma grande incentivadora também da criação das Revistas Luz do Evangelho, publicadas pela editora Betânia, e de sua utilização em nossas escolas dominicais (naquela época não tínhamos nossas próprias revistas).

Como fora criada participando da Escola Dominical, Dona Marie (como era conhecida pelos brasileiros) sabia do seu valor na formação de cristãos com caráter forte, sabia também que não era somente a criança que necessitava ser ensinada, mas também os jovens e os adultos, e que para atingir esse objetivo seria preciso quebrar tabus e conceitos errados no meio do povo. 


Esse era um trabalho para ser feito na direção e no poder do Espírito Santo. E com esta direção ela realizou ao longo dos anos outros trabalhos como: acampamentos para crianças, escolas bíblicas de férias, cruzadas infantis, corais e conjuntos na área do louvor. Era uma musicista, quer cantando ou tocando seu piano. No ano de 1973 organizou um coral jovem de 220 vozes na igreja sede, em São Paulo, denominado Batalhão Quadrangular.
Essa valorosa serva de Deus fez a diferença na EBD da Igreja do Evangelho Quadrangular. Sua dedicação seu amor ao ensino atraiu muitos fieis seguidores, que não apenas seguiram seus passos enquanto ela estava entre nós, mas que seguem fiéis até hoje a esta premissa de que devemos “ensinar palavra de Deus de maneira clara e pratica tanto para criança como ao jovem ou ao adulto, e que a Escola Dominical é a espinha dorsal da Igreja, pois é nela que se forma o caráter de cristãos fortes e convictos na palavra e na fé.
Como os demais grupos da Igreja do Evangelho Quadrangular, até o ano de 1963 a escola só tinha Coordenadores locais e regionais. Foi só no ano de 1963 que se nomeou a primeira Coordenação Nacional, e esse cargo foi ocupado pela missionária Lucille Marie Jonhson e por ela exercido até agosto de 1974, quando o Senhor a recolheu.

Foi então nomeada como Coordenadora Nacional das Escolas Dominicais a pastora Edna Luiza Brandolis. Em 1977 foi nomeado o Pr. Gary Royer, missionário enviado ao Brasil pela igreja internacional, que aqui permaneceu ate 1979.

Seu sucessor foi o Pr. César Augusto dos Santos. O pastor César foi auxiliar na igreja sede em São Paulo, indo depois para Campinas e posteriormente para Curitiba. Ele é casado com a Pra Elizabeth Pereira dos Santos e tem duas filhas, Lílian e Cristina.

Engenheiro, professor universitário, professor do ITQ e pastor auxiliar em Curitiba, ele foi o responsável por termos alcançado a meta de produzir e imprimir nossas próprias revistas da EBD. Tem feito um excelente trabalho na área de ensino na Igreja do Evangelho Quadrangular, além de, como engenheiro, ter abençoado diversas de nossas igrejas com seu trabalho profissional.

A partir do ano 2000, com o novo estatuto, as Escola Dominicais passaram a estar ligadas a Secretaria Geral de Educação.

(Fonte: Departamento Histórico da Igreja do Evangelho Quadrangular) 

sexta-feira, 4 de março de 2011

Opinião Evangélica sobre o carnaval


"Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis"  (Rm 8.13).
A ORIGEM DO CARNAVAL NO BRASIL
O primeiro baile de carnaval realizado no Brasil ocorreu em 22 de janeiro de 1841, na cidade do Rio de Janeiro, no Hotel Itália, localizado no antigo Largo do Rócio, hoje Praça Tiradentes, por iniciativa de seus proprietários, italianos empolgados com o sucesso dos grandes bailes mascarados da Europa. Essa iniciativa agradou tanto que muitos bailes o seguiram. Entretanto, em 1834, o gosto pelas máscaras já era acentuado no país por causa da influência francesa.
Ao contrário do que se imagina, a origem do carnaval brasileiro é totalmente européia, sendo uma herança do entrudo português e das mascaradas italianas. Somente muitos anos depois, no início do século XX, foram acrescentados os elementos africanos, que contribuíram de forma definitiva para o seu desenvolvimento e originalidade.
Nessa época, o carnaval era muito diferente do que temos hoje. Era conhecido como entrudo, festa violenta, na qual as pessoas guerreavam nas ruas, atirando água uma nas outras, através de bisnagas, farinha, pós de todos os tipos, cal, limões, laranjas podres e até mesmo urina. Quando toda esta selvageria tornou-se mais social, começou então a se usar água perfumada, vinagre, vinho ou groselha; mas sempre com a intenção de molhar ou sujar os adversários, ou qualquer passante desavisado. Esta brincadeira perdurou por longos anos, apesar de todos os protestos. Chegou até mesmo a alcançar o período da República. Sua morte definitiva só foi decretada com o surgimento de formas menos hostis e mais civilizados de brincar, tais como confete, a serpentina e lança-perfume. Foi então que o povo trocou as ruas pelos bailes.
POSIÇÃO DA IGREJA EVANGÉLICA NO PERÍODO DO CARNAVAL
Como pudemos observar, o carnaval tem sua origem em rituais pagãos de adoração a deuses falsos. Trata-se por isso, de uma manifestação popular eivada de obras da carne, condenadas claramente pelas Sagradas Escrituras. Seja no Egito, Grécia ou Roma antiga, onde se cultua, respectivamente, os deuses Osíris, Baco ou Saturno, ou hoje em São Paulo, Recife, Porto Alegre ou Rio de Janeiro, sempre notaremos bebedeiras desenfreadas, danças sensuais, música lasciva, nudez, liberdade sexual e falta de compromisso com as autoridades civis e religiosas. Entretanto, não podemos também deixar de abordar os chamados benefícios do carnaval ao país, tais como geração de empregos, entrada de recursos financeiros do exterior através do turismo, aumento das vendas no comércio, entre outros. Traçando o perfil do século XXI, não é possível isentar a igreja evangélica deste momento histórico. Então, qual deve ser a posição do cristão diante do carnaval? Devemos sair de cena para um retiro espiritual, conforme o costume de muitas igrejas, a fim de não sermos participantes com eles (Ef.5.7)? Devemos, por outro lado, ficar aqui e aproveitarmos a oportunidade para a evangelização? Ou isso não vale à pena porque, especialmente neste período, o deus deste século lhes cegou o entendimento (2 Co.4.4)?
Creio que a resposta cabe a cada um. Mas, por outro lado, a personalidade da igreja nasce de princípios estreitamente ligados ao seu propósito: fazer conhecido ao mundo um Deus que, dentre muitos atributos, é Santo.
www.MidiaGospel.Com.br - Portal gospel com notícias,música,videos,chat,bate-papo evangélico, pregações e muito mais acesse: www.midiagospel.com.br / www.estudosgospel.com.br / www.centraldepregadores.com.br
Há quem justifique como estratégia evangelística a participação efetiva na festa do carnaval, desfilando com carros alegóricos e blocos evangélicos, o que não deixa de ser uma tremenda associação com a profanação. Pergunta-se, então: será que deveríamos freqüentar boates gays, sessões espíritas e casas de massagem, a fim de conhecer melhor a ação do diabo a investir contra elas? Ou deveríamos traçar estratégias melhores de evangelismo?
No carnaval de hoje, são poucas as diferenças das festas que originaram, continuamos vendo imoralidade, música lasciva, promiscuidade sexual e bebedeiras.
José Carlos Sebe, no livro Carnaval de Carnavais, página 16, descreve, segundo George Dúmezil (estudioso das tradições mitológicas): O Carnaval deve ser considerado sagrado, porque é a negação da rotina diária. Ou seja, é uma oportunidade única para extravasar os desejos da carne, e dentro deste contexto festivo, isto é sagrado, em nada pervertindo. Na página 17, o mesmo autor descreve: Beber era um recurso lógico para a liberação pessoal e coletiva. A alteração da rotina diária exigia que além da variação alimentar também o disfarce acompanhasse as transformações. Observe ainda o que diz Manuel Gutiérez Estéves: No passado, faziam-se nos povoados, mas, sobretudo nas cidades, diversos tipos de reuniões em que todos  os participantes aparentavam algo diferente daquilo que na realidade, eram. A pregação eclesiástica inseriu na mensagem estereotipada do carnaval a combinação extremada da luxúria com a gula. Não falta sem dúvida, fundamento para isto.

Como cristãos, não podemos concordar e muito menos participar de tal comemoração, que vai contra os princípios claros da Palavra de Deus:
"Porque os que segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são do espírito para as coisas do espírito (Rm 8.5-8)."
"Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus (1 Co 6.20)."
EVANGELISMO OU RETIRO ESPIRITUAL?
A maioria das igrejas evangélicas, hoje, tem sua própria opinião quanto ao tipo de atividade que deve ser realizada no período do carnaval. Opinião esta que, em grande parte, apoia-se na teologia que cada um delas prega. Este fato é que normalmente justifica sua posição. A saber: enquanto umas participam de retiros espirituais, outras, no entanto, preferem ficar na cidade durante o carnaval com o objetivo de evangelizar os foliões.
Primeiramente, gostaríamos de destacar que respeitamos as duas posições, pois cremos que os cristãos fazem tudo por amor ao Senhor e com intenção de ganhar almas para Jesus e edificar o corpo de Cristo. (Cl 3.17). Entendemos, também, o propósito dos retiros espirituais: momentos de comunhão com o Senhor que tem feito grandes coisas em nossas vidas. Muitos crentes têm sido edificados pela pregação da Palavra e atuação do Espírito Santo nos acampamentos promovidos pelas igrejas. Toda via,  a visão de aproveitarmos o carnaval para testemunhar é pouco difundida em nosso meio. Na Série Lausanne, encontra-se uma descrição sobre a necessidade da igreja ser flexível. A consideração é feita da seguinte forma: o processo de procura de novas estruturas nos levará, seguidamente, a um exame mais íntimo do padrão bíblico e a descoberta de que um retorno ao modelo das Escrituras e sua adaptação aos tempos atuais é básico á renovação e a missão.
Entendemos, com isso, que, em meio á pressão provocada pelo mundo, à igreja deve buscar estratégias adequadas para posicionar-se á estas mudanças dentro da Palavra de Deus, e não dentro de movimentos contrários a ela. A Bíblia é a fonte, e não os fatores externos.

Cristãos de todos os lugares do Brasil possuem opiniões diferentes a respeito da maneira adequada para a evangelização no período do carnaval. Mas devemos notar que Cristo nunca perdeu uma oportunidade para pregar, nem mesmo fugia das interrogações ou situações religiosas da época. Não podemos deixar de olhar o que está escrito na Bíblia:
" Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina"  (2 Tm 4.2).

Aqui o apóstolo Paulo exorta a Timóteo a pregar a Palavra em qualquer situação, seja boa ou má. A Palavra deve ser anunciada.

A igreja jamais pode ser omissa quanto a esse assunto. O cristão deve ser sábio ao tomar sua decisão, sabendo que:
" Em que noutro tempo andaste segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós andávamos nos desejos da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo(pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus"  (Ef 2.2-6).
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Fonte: www.estudosgospel.com.br